domingo, 30 de abril de 2017

Sobre o inexplicável, paixões e outras maluquices

A vida é maravilhosa e a minha apesar de seus avessos, insiste em me provar que é! Todos os dias as pessoas tocam meu coração de alguma forma, e eu permito. Há tempo tirei a blindagem afim de sentir mais, de amar mais, me doar mais, ser mais humana! Entre tantos encontros e conexões, ocorreu este, lindo e sincero. 



"De dentro pra fora ela me faz em brasas ... São fortes convicções e uma segurança que me dá segurança ! Entenda a bagunça dessas palavras, porque é isto que ela faz em mim!
Talvez seja ela o sopro de Vida prometido por ser resiliente tanto tempo... 
Os olhos muitas vezes parece não acreditar no que o coração sente e eu fico estática, tentando racionalizar o que não pode ser racional o que não deve ser racional.
Entre nós não há Tempo nem Distância ... somos o Estar ... e ela mesma acredita na inexistência deste tal "Período continuo onde os eventos se sucedem."   
Não sinto como se a conhece-se de outras vidas... ela é nova, tudo nela é novo ... o nosso encontro foi aqui! 
E foi inesperado, inexplicavelmente simples... nosso olhos não se encontram e ainda assim nossas almas se afagaram! 
Em anos, o que tenho pra hoje é tão inesgotavelmente delicioso que não sobra "Tempo" pro amanhã, como disse somos o "Estar" e isto nunca me pareceu tão completo! 
Os dias cinzas parecem lindos, o caos a arrumação mais perfeita... os meus dias mudaram! 
São Paulo ganhou o que faltava... ganhou cheirinho de amor... Sim! 
Eu gostaria de agradecer por me deixar enxergar a lindeza que é a sua alma, e por estar comigo neste encontro, por ser este encontro! 
Minha vida é escrita em um grande livro que você pausou pra incluir algumas partituras musicais... e isto será fantástico! 

A você.

By: P.C"

quinta-feira, 20 de abril de 2017

"Só o 100or salva!!!"


Daí a gente pega uma história. Distorce a história. Atribui a ela sentidos que só nós acreditamos. A fundamentamos com conceitos e crenças que só a nós fazem sentido. E bora cagar regra e julgar a vida do outro.
 
 
É assim que acontece no grupo do Whatsapp da minha família, intitulado de "família cristã".  
 
 
 
"Pois eu transformo água em vinho
Chão em céu, pau em pedra, cuspe em mel
Pra mim não existe impossível
Pastor João e a igreja invisível"

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Quarto 1809

Trancou a porta e me agarrou. Senti um tremor  que não tinha nada a ver com o álcool percorrer meu corpo quando beijou meu pescoço. Sorriu e me largou. Examinamos o quarto e nos acomodamos, sentei em um sofazinho próximo a janela. Do 18° andar, eu via a orla e quase todos os lugares que havíamos passado durante o dia. "Maluquice" - eu pensava e sorria para a minha completa falta de juízo. Ao passo que se livrava das roupas cheias de areia da praia, me ofereceu mais uma lata e aceitei, abri enquanto observava tirar a camisa e revelar a pele negra, um corpo magro. Eu ainda sentia em meu pescoço a quentura do beijo que havia recebido há pouco. Olhou para mim com um sorrisinho. Eu estava meio tonta, então não arrisquei dizer nada, apenas sorri de volta. Acomodou-se ao meu lado no sofá e passou a observar o mar. Eu sentia seu cheiro de muito perto, e tudo ficou mais intenso quando descansou suas costas nua em meu peito. Olhou meu rosto e me beijou, senti o gosto da cerveja quando me beijou brevemente. Enfiou suas mãos por baixo de minha camisa e intensificou o beijo. Então tudo ficou turvo. O álcool, o cheio, o beijo... Parei de pensar, nossos corpos quentes do sol, tinham urgência.
A janela aberta deixava entrar uma brisa fria, mas eram as mãos quentes que faziam meu corpo tremer. Eu me divertia com minha maluques, com o álcool que fazia girar minha cabeça, com as mãos, abraços e beijos quentes. Olhei o mar pela última vez antes de fechar a janela. Então me puxou pelo braço e me jogou na cama. Agarrei seus cabelos curtos, e...
 
 
 
 
... O que acontece em Santos, fica em Santos (e na memória).
 
 
 
 
"Faça amor comigo
Até a última canção
Não diga que é pecado
Me leve pra ser livre"
 
 

sábado, 15 de abril de 2017

"Cê me bagunçou, pirei..."

Não foram só os olhos, que ficam apertadinhos quando sorri bem grande e bonito. Tão pouco o jeito leve, descontraído. Papo fácil sobre tudo e mais um pouco: de orixás a multas de trânsito e onde mais a criatividade for... não foi só isso.
Não foi apenas o jeito de andar, de falar, beber, viver. Nem o modo como dirige tão corretamente. Não foi só o jeito de sorrir, espalhafatoso, sem medo. Se derrama em sorriso e me olha de um jeitinho tão teu, que eu nem sei... Embora isso tenha me tirado o fôlego, não foi só isso.
Tua imagem nas fotos, me lembra muito minhas fotos: caretas, língua de fora. Consigo até imaginar o som do momento, você falando e rindo bem alto, teu sotaque tão arrastado. Teu jeito de ser dar à vida, me lembra muito meu jeito. Só que muito mais solto, você parece voar. Uma entrega sem medo, colocando o coração em tudo. Cheguei até a te imaginar recolhendo triste os pedacinhos, a vida às vezes nos quebra mesmo. Mas eu sei que você tem coragem. Eu sei que temos. Mas não foi só isso.
Nem teu cheiro de mar, teu gosto de sal... Você parece verão, dia de praia. Parece outono, tarde de chuva e cheirinho de café. Você parece canção. No samba, a alegria; na MPB, a calmaria; no RAP; a rima mais pesada; no rock, o som que sinto percorrer todo meu corpo. Você parece carnaval, Colombina e eu Pierrot. Você parece muvuca, você parece abrigo. Parece Olodum no Pelô. Por do sol, do farol. Mas eu acho, que não foi"só tudo" isso. 

Na verdade, não sei dizer o que foi que bateu e me fez pirar. Você é a combinação de um pouquinho de tudo que gosto, desde a pele negra à vibe boa.... Ainda não tô entendendo nada...  

"Meu juízo perde o pé (...) pretinha briso nesse axé".

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Salvação pra quem?

Hoje eu estava indo da faculdade para o trabalho. Aquela viagem de 25km todos os dias, isso já há 3 anos! Cansaço define.
Caminhava pela calçada da Av. Vergueiro, em meio a estudantes, ambulantes, policiais, mendigos, bêbados e todos os tipos variados de pessoas que há na minha louca SP. Entre eles pessoas que querem "levar o evangelho a toda criatura" (não vou mencionar religião aqui, porque não convém), mas sempre há na rua, pessoas com suas bíblias e folhetos, disposta a pregar a salvação. Já perdi a conta de quantas vezes me desvencilhei das investidas deles de tentar me falar sobre a salvação e blablabla, não que eu não pudesse ou quisesse ouvir, apenas tinha presa e como já é rotina, estava muito atrasada para chegar na aula. Pois bem, hoje passando por lá vejo duas senhorinhas segurando suas respectivas bíblias e folhetos, e um homem sujo e mal vestido, não sei se bêbado, falando com elas. Não pude ouvir o que ele falava, estava usando fones e não me interessei em saber a conversa do homem. Mas ele olhava e falava muito com elas. Elas que por sua vez, torciam o nariz. Não as vi dizer uma palavra ao homem, sequer olhavam para ele. E fui embora com essa cena na cabeça. Duas senhoras, que acreditam estar com a palavra da salvação em mãos, ignorando um maltrapilho. Salvação para quem? Para mim e todos os outros que estavam melhor vestidos e limpos? Salvação para os que convém? Salvação para quem é fácil abordar? 

Desculpa, mas eu não quero uma palavra dessa sua salvação que exclui minorias.