sábado, 12 de agosto de 2017

"As profundezas do edredom..."



Tem mais de um mês que as cortinas da janela de meu quarto mantém-se fechadas. Sol lá fora, aqui tudo escuro. Escuro lá fora, aqui dentro o tom não muda. 
Um dia choveu e eu as abri para sentir o clima da chuva, os pingos, o vento, o cheiro. Gosto de chuva. 
Às vezes me sinto como parte da mobília do meu quarto. Um silêncio tão profundo, contrasta com o barulho que faço com meus instrumentos musicais.
 Meu espelho quebrado, há tempos foi substituído por um novo, o qual eu luto todos os dias para não esmurra-lo. 
Sem loucura. Sem loucura. 
Me encaro e sorrio, soa falso. 
Me irrito. 
Horas e horas deitada, meu corpo dói. Durmo e não descanso. 
Meu rim dói, por vezes sinto meu estômago nausear. 
Escrevo e desenho em dezenas de papéis que somem em minha bagunça... 
Não socializo com minha família, imagina com meus amigos... eles reclamam minha ausência, meu mal humor, minha falta de sorrisos. 
- o que tá acontecendo com você?
- Eu não sei. Eu não sei mesmo! 



Me desculpem. 

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