terça-feira, 22 de novembro de 2016

Desde 1990

É um peito inundado de lembranças, que teima em esperar confiante nas novidades que virão. 
É uma saudade que machuca de pouquinho em pouquinho, e eu aperto com as duas mãos o machucado que lateja, pra ver se aparo o sangue, pra ver se seguro as lágrimas que me escapam. 
É uma vontade de não ter nada, de não ser ninguém, misturado com o vulcão de conquistar meu mundo, meu pequeno e quase impossível mundo.
É aquele amor, que era só seu e hoje entorno por aí. 
Derramo minhas poesias em copos de cervejas, e as queimo em pontas fedidas de cigarro, um desperdício poético;
 um exagero, idêntico ao meu coração.  
É um grito a rasgar-me a garganta; um sorriso imenso 
e gosto de álcool nos lábios. 
É choro escondidinho atras dos óculos; abraço escancarado; 
peito aberto; amor imenso.
São laços feitos com desconhecidos; são amizades a acalantar;
 sou eu confiando em tudo;
 divertindo-me com pouco; sorrindo aos montes; 
chorando aos litros. 
É meu rim reclamando em dor, meu estômago embrulhando em náuseas. Febre que não passa, ausência que não cura.
Sou eu, tentando compreender, é minha cabeça a confundir. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário