quinta-feira, 12 de novembro de 2015

"A quanto tempo você sente medo? Quantos amigos você já perdeu?"

Eu busco manter o otimismo e procuro enxergar as coisas bonitas, com a mesma ou maior frequência em que as coisas feias me saltam aos olhos, para manter um equilíbrio saudável entre o realismo e o utópico, entre a rotina e o raro. Os últimos dias foram difíceis. Encarar a violência frente à frente, enquanto ela te segura pelo braço e ameaça sua integridade, é como caminhar pela corda bamba. A vida por um fio, ameaçando cair. É  sentir aquele arrepio frio de medo que percorre todo seu corpo, que gela sua alma. Isso é um zilhão de vezes pior que apenas ler o terror ao qual os jornais nos expões todos os dias. "Mais uma garota foi estuprada e morta...", mais uma na estatística. Mais um número triste em uma tabela.
Salva disso (sabe-se lá até quando) e de todas as consequências, penso na falta de amor e respeito, uma falta tão grande de empatia. Penso na maldade que rodeia a todos, os maldosos e os vitimados. Onde será que foi que o mundo errou e todo mundo enlouqueceu?

Eram 20hs de uma segunda-feira, minha família, em casa, me esperava e eu lutava por mais uma chance de voltar. Sobrevivi!

"Então me abraça forte, me diz mais uma vez 
que já estamos distantes de tudo..."

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