quinta-feira, 12 de março de 2015

Eu não durmo

Eu deveria estar dormindo, já passa de uma da madrugada e logo tenho que acordar, o dia é longo demais quando se levanta as cinco. Mas como desligar a mente? Quantos calmantes é necessário para desligar, alguém tão agitada como eu? Divirto-me com meus pensamentos, enquanto procuro assunto para escrever por aqui, tanta coisa que se pudessem ver, muitos se espantariam, tamanha criatividade desses pensamentos.
O som ligado embala minha insônia, uma música calma dos Chilli Peppers, e eu fazendo esforço para não pegar meu violão e acompanhar a melodia com minhas cordas velhas. Há quanto tempo mesmo que toquei violão? Acho que nem sei tocar essa música. Quanto tempo faz que tirei uma música no violão? Não importa, de tão disposta que estou, não seria problema aprender esta. Mas fica para outro dia.
O tempo passa como se tivesse pressa, como se precisasse correr e minhas pernas não acompanham esse ritmo frenético, tenho ficado para trás, tenho estado muito para trás. Mas aprendi a andar no meu ritmo e encontrar satisfação nisso, afinal correr pra quê? Não estou mais afim de apressar o fim, vou calma, devagar. Dai eu paro e tento me lembrar o porquê estou a pensar nisso. Bizarro. Talvez seja porque madrugadas de insônia e som me deixam, sei lá, acho que agora estou saudosista. Mas nem tanto pela madrugada insone, mas sim pela música velha que toca e eu fico no repeat a cada final . E essa música me lembra as tardes que menti e fugi. A fuga que me levava para abraços que me enroscavam em uma paixão esquisita, em frente a um laguinho do parque, em que de noitinha, sempre batia um vento frio, ainda mais no inverno. E era inverno. E era loucura. E eu estava louca. Lembro dos e-mails. Das tarde de milk-shake e risadas naquele shopping que eu detestava. Nas viagens de madruga. Nos passeios em lugares desconhecidos com meus amigos. Das ondas a bater em minhas pernas, e das pedras perigosas e provocativas que me tentavam a escalá-las. E eu subi, tão alto, que de lá de cima a vista foi impressionante. Nunca tive muito medo das coisas....

Pareço uma velha a lembrar da juventude. Meu Deus, e eu só tenho 24, mas logo 25. E eu não tenho sono, mas tenho que dormir. E eu tenho saudades que pulam aqui dentro. E eu também tenho que seguir.

Grata pela vida, como quem viveu bem e está para morrer. Espero e anseio mais da vida, como quem acabou de nascer e tudo parece novo e belo.


Grata. Sempre o sentimento foi e é de gratidão.

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